Histórias de sucesso

Histórias de sucesso #57: Renata Malafaia Vianna– TJAL e TJPE

Olá pessoal!

Hoje o histórias de sucesso é com Renata Malafaia, aprovada no TJAL e no TJPE!

Ela gentilmente nos concedeu a entrevista que segue:

Nome: Renata Malafaia Vianna

Data de nascimento: 22/06/1978

Naturalidade: Rio de Janeiro

01 – Concurso(s) para magistratura qual(is) foi aprovado:

R: TJAL e TJPE, atualmente sou juíza do TJAL.

02 – Outros concursos em que foi aprovado:

R: Delegada da PCDF, cargo que exerci por 11 anos.

03 – Período de estudos até a primeira aprovação em concursos de magistratura:

R: Exatamente 2 anos.

04 – Trabalhou durante os estudos? Cargo?

R: Sim. Trabalhei durante os dois anos de estudo e também cuidava do meu filho, à época com 4 anos.

05 – Tempo médio de estudos diário (horas líquidas):

R: De segunda a sexta, como precisava trabalhar e cuidar do meu filho, estudava entre 4 e 5 horas, mas para isso acordava muito cedo, umas 5h da manhã e as vezes mais cedo. Aos finais de semana estudava mais, de 6 a 7horas ao dia.

06 – Quantas matérias diferentes lia por dia? E em uma semana?

R: Lia 2 matérias diferentes por dia.

07 – Estudava sábados/domingos/feriados?

R: Durante esses dois anos estudei todos os dias, incluindo datas festivas, férias e feriados. Claro que muitas vezes não conseguia alcançar a quantidade de horas diárias que pretendia, mas eu estudava mesmo que fosse por uma hora.

08 – Utiliza grupos de facebook/whatsapp para estudar? Acredita que valha a pena?

R: Não usava e não acho que valha a pena. Os grupos de whatsapp e outras redes sociais são importantes, mas para troca de informações e material a partir da segunda fase.

09 – Fazia resumos/cadernos ou utilizava algum feito por outras pessoas?

R: Não.

10 – Fazia revisões do estudo nos moldes propostos por coachings (24h, 48h, 7 dias etc)? Com qual frequência?

R: Não fazia revisões. Acredito que o estudo para concurso de carreiras jurídicas já é bastante repetitivo e como tinha pouco tempo para estudar, optei por não fazer resumos e não revisar.

Para esclarecer, uma vez que muitas pessoas estudam fazendo resumos, o meu plano de estudo diário era assim: lia duas horas de lei seca e duas horas de doutrina (no primeiro ano essas duas horas eram assistindo o curso Carreira Jurídicas do CERS e no segundo, após finalizar o curso, lendo doutrina). Durante o restante do dia tentava encaixar um pouco de jurisprudência. Todo o tempo que conseguia livre no dia usava para estudar, até mesmo no carro, ouvindo áudio de aulas.

Tentava sempre ler mais de uma matéria por dia, por exemplo, lia duas horas o Código Civil, ouvia duas horas de aula de penal e se tivesse tempo lia um livro de empresarial ou jurisprudência. Funcionou bem para mim porque as provas de concurso são desse jeito: todas as matérias no mesmo caderno de prova, no mesmo dia, e o candidato passa, imediatamente, de uma para outra. Facilita bastante se nossa mente estiver condicionada a isso, a mudar de uma para outra rapidamente, e não a pensar de forma compartimentada cada uma das matérias.

Assim, durante os meus dois anos de estudo, li a mesma matéria diversas vezes, na lei seca, ouvindo aula, lendo livros e jurisprudência, de forma que, o próprio estudo para concurso, é uma eterna revisão. Todas as matérias estão interligadas e, não raro, uma faz referência a outra. Então, não ficamos muito tempo sem “revisar” um tema já lido.

11 – Com qual frequência fazia exercícios para prova objetiva?

R: Quando iniciei os estudos fiz algumas provas anteriores para magistratura para “sentir” como eram as questões e os percentuais de lei seca, jurisprudência e doutrina cobradas. Depois, só fiz outras provas de maneira esporádica (de 3 em 3 meses, mais ou menos), para ver a evolução do estudo.

Nunca estudei fazendo exercício. Meu estudo era sequencial e planejado por mim de forma bem objetiva.

12 – Com qual frequência lia “lei seca”?

R: Todos os dias, contudo, a estratégia de estudo precisa ser ajustada quando se passa para a segunda fase e, posteriormente, para a oral. Naturalmente, nos meses anteriores à segunda fase, diminuía bastante a leitura de lei seca.

Da mesma forma, dez dias antes da prova objetiva, aumentava muito a leitura da lei seca. Nos dois dias anteriores lia todas as súmulas, o que me rendia muitos acertos nas provas. Olhava a questão e já lembrava automaticamente da súmula, como se fosse um retrato.

13 – Com qual frequência lia jurisprudência? Lia diretamente dos sites dos Tribunais Superiores ou através de outros sites (como dizer o direito ou EBEJI)?

R: Tentava ler um pouco todos os dias, mas nos dez dias anteriores à prova objetiva intensificava a leitura, sempre através do Dizer o Direito.

14 – Indicaria algum curso online com foco em magistratura/carreiras jurídicas? Indicaria algum curso de oratória para a fase oral?

R: O curso Carreiras Jurídicas do CERS foi, sem dúvida, fundamental para a minha aprovação. Quando reiniciei os estudos objetivando a magistratura, estava sem estudar para concurso há quase 9 anos. Por isso, no meu caso, um curso intensivo foi imprescindível.

Na fase de sentença fiz o curso CP IURIS, que também me ajudou bastante. Acho muito complicado fazer uma prova de sentença (sem nunca ter trabalhado nessa área antes) sem a ajuda de um curso específico.

Já para a prova oral do TJAL, fiz o AEJUR, que, igualmente, foi muito importante para o meu desempenho. Consegui aumentar consideravelmente a nota da primeira prova oral que fiz oito meses antes no concurso do TJPE.

15 – Indica algum método diferenciado de estudos para alguma das fases (objetiva/discursiva/sentenças/oral)?

R: Todas as fases têm suas peculiaridades e os estudos devem se adaptar a elas. Durante o tempo que estudei e participei de concursos encontrei candidatos que estudavam com afinco há anos e, de forma recorrente, perdiam na subjetiva e nas sentenças. Muitos desses candidatos tiravam notas altíssimas na primeira fase.

Em alguns casos, observei que a pessoa estudava muita lei seca e jurisprudência e só se importava seriamente com a doutrina depois da aprovação na objetiva. Entretanto, o intervalo de poucos meses entre uma e outra não é suficiente para esse estudo tendo em vista a complexidade e a exigência das Bancas Examinadoras nas provas subjetivas e de sentença. Quando essa pessoa perdia na segunda fase reiniciava os estudos para a próxima prova objetiva do mesmo jeito anterior. Era um ciclo vicioso.

Por esse motivo, desde o primeiro dia dos meus estudos, eu estudei a mesma quantidade de lei seca e doutrina (variando entre aula e livros). Ao me aproximar das provas, “calibrava” o estudo, mas nunca abandonava totalmente um ou outro.

16 – Estudava a banca/examinadores responsável pela elaboração das provas da segunda fase em diante?

R: Estudava a banca examinadora desde a prova objetiva. Isso é muito importante. Uma prova elaborada pela FCC é bem diferente de uma prova do CESPE. Esse estudo pode ser feito através da realização anterior de provas elaboradas por essas bancas.

Na prova oral o estudo das posições dos examinadores é importantíssimo.

17 – Se o tribunal é responsável pela elaboração das sentenças e tem um posicionamento diverso do pacificado nos Tribunais Superiores, adotaria qual posicionamento?

R: Adotaria a posição do examinador, mas demonstraria conhecer a posição do Tribunal Superior.

18 – Recado para aqueles que ainda estão em busca da aprovação:

Não existe uma “receita de bolo” para estudar. Cada um tem suas preferências, contratempos e particularidades.

No meu caso, por exemplo, pensei em todas as minhas dificuldades e planejei um jeito de estudar que sabia ser o melhor para mim. Não me deixei influenciar negativamente por pessoas, muitas vezes mais experientes no mundo dos concursos, que me diziam que eu estava estudando errado.

Apesar de não ser o mais comum (pois não fazia resumos, exercícios, revisões, não lia sinopses e nem tinha cadernos), esse método de estudo funcionou muito bem para mim.

Durante meus dois anos de estudo até a aprovação, fiz sete concursos da magistratura (só fazia magistratura). Deles, reprovei em duas objetivas. Nos outros cinco concursos que passei para a prova subjetiva, em um reprovei, do segundo desisti e nos outros três fui aprovada, seguindo para as sentenças. Desses três, passei em dois para a etapa seguinte, a prova oral (TJAL e TJPE), e perdi nas sentenças do terceiro. Nos dois que fui para a prova oral, consegui a aprovação final.

Optei por detalhar todos esses passos para que percebam de maneira objetiva que a trajetória de quem estuda para concurso público é assim, permeada de vitórias e derrotas. Cada reprovação é muito importante para avançar na prova seguinte sem cometer os mesmos erros anteriores. Cada prova é uma prova e você NUNCA vai se sentir realmente preparado. Então não fuja delas. Eu nunca fiz um concurso achando que sabia o suficiente para ser aprovada, mas passei em dois. Só passa quem faz prova. Então faça.

                                                  BIBLIOGRAFIA

Quais livros/autores ou cursos/cadernos indicaria para os estudos nas matérias abaixo (se possível, especificar o professor de cada matéria nos cadernos/cursos):

Direito Administrativo – Matheus Carvalho

Direito Ambiental – Frederico Amado

Direito Civil – Cristiano Chaves e Flávio Tartuce

Direito Constitucional – Bernardo Gonçalves Fernandes

Direito do Consumidor – Flavio Tartuce e Daniel Amorim

Direito do Eleitoral – não li

Direito Empresarial – André Santa Cruz

Direito da Criança e do Adolescente – Rogério Sanches

Direito Penal – Parte Geral – Masson

Direito Penal – Parte Especial do Código Penal –  Masson

Direito Penal – Legislação extravagante – não li

Direito Processual Civil – Daniel Amorim

Direito Processual Penal – Renato Brasileiro

Direito Tributário – Ricardo Alexandre

Humanística – não l

Sentença Cível – CP IURIS

Sentença Penal – CP IURIS

É isso! Até a próxima!

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